📊 TABELA ANTT

Tipos de Carga na Tabela ANTT 2026: Categorias A, B, C, D e E Explicadas

📅 Julho de 2026✍️ Equipe RealFrete 🔄 Atualizado em julho de 2026⏱️ 7 min de leitura

A tabela ANTT divide os fretes em cinco categorias de carga — de A a E — e cada categoria tem um piso mínimo diferente. Escolher a categoria errada no CIOT ou na declaração de carga não é apenas um problema operacional: pode gerar multas de R$ 2.000 a R$ 8.000 em fiscalizações nas estradas federais, além de inconsistências no CTe que causam rejeição pela SEFAZ. Neste guia, explicamos o que cada categoria inclui, por que os pisos diferem e como identificar rapidamente a categoria correta para qualquer carga que você transportar.

Por que a ANTT divide por tipos de carga

A divisão em categorias existe porque cargas diferentes têm custos operacionais, riscos e exigências de veículo radicalmente distintos. Um graneleiro que transporta soja tem custo por km muito diferente de um caminhão-tanque que transporta gasolina, que por sua vez difere de uma plataforma transportando uma turbina de usina hidroelétrica.

Os quatro critérios que justificam categorias diferenciadas são:

Resumo das categorias e pisos comparativos

Categoria Produtos comuns Veículo típico Exigências especiais Piso relativo vs. B
A Soja, milho, trigo, açúcar, calcário, sal Graneleiro (baú ou carroceria aberta com lona) Nenhuma especial −12% vs. B
B Alimentos embalados, eletrônicos, têxteis, frigorificados Baú, câmara fria, carroceria Câmara fria para perecíveis Referência (0%)
C Combustíveis, óleos vegetais, químicos líquidos Tanque (metálico ou polietileno) Licença INEA/CETESB para químicos −3% vs. B
D Explosivos, gases inflamáveis, corrosivos, radioativos Tanque especial ou baú blindado MOPP + RNTRC especial + rota ANTT +13% vs. B
E Máquinas pesadas, estruturas indivisíveis, turbinas Plataforma, lowboy, prancha AET + escolta + rota DNIT +26% vs. B

Categoria A — Granel Sólido/Vegetal

A categoria A cobre o transporte de granéis sólidos de origem vegetal e mineral em estado natural ou processado, que não representam risco para saúde ou meio ambiente. É a categoria de maior volume de tonelagem transportada no Brasil — especialmente durante as safras de soja e milho no Centro-Oeste.

O que inclui:

Veículo padrão: caminhão graneleiro ou carreta graneleira com carroceria basculante, capota ou sistema de lona. O veículo não precisa de equipamento especial além da estrutura de contenção do granel.

O piso Tipo A é o mais baixo da tabela porque esse tipo de carga exige o veículo menos especializado, tem mercado de alto volume com muita oferta de veículos e o risco operacional é mínimo. Em julho de 2026: R$ 0,9994/km para carreta de 6+ eixos.

Categoria B — Carga Geral e Frigorificada

A categoria B é a categoria padrão e mais abrangente da tabela ANTT — a "referência" com a qual as demais são comparadas. Ela cobre todo tipo de mercadoria que não se enquadra nas categorias especializadas A, C, D ou E.

O que inclui:

Veículo padrão: baú fechado, câmara fria (frigorificada), carroceria com lona ou truck graneleiro para itens embalados. Câmara fria é obrigatória para perecíveis. Em julho de 2026: R$ 1,1260/km para carreta de 6+ eixos.

"A Categoria B é a mais usada no Brasil. Se você não sabe em qual categoria enquadrar sua carga e ela não é líquida, perigosa ou especial, provavelmente é Tipo B. O embarcador também pode confirmar a categoria no momento de emitir o CIOT."

— Equipe RealFrete

Categoria C — Granel Líquido

A categoria C cobre o transporte de líquidos a granel em caminhões-tanque. Ela inclui tanto líquidos alimentícios quanto produtos químicos industriais não classificados como perigosos pela tabela ONU.

O que inclui:

Veículo padrão: caminhão-tanque metálico ou de polietileno, com equipamentos de vedação e medição. Para produtos alimentícios, o tanque deve ter certificação ABNT específica e limpeza documentada entre cargas. O piso Tipo C fica ligeiramente abaixo do Tipo B pois o mercado de tanque tem alta demanda e muita oferta de veículos no Brasil. Em julho de 2026: R$ 1,0934/km para 6+ eixos.

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Categoria D — Produtos Perigosos

A categoria D é a penúltima em piso mínimo e exige habilitação e documentação específicas. Ela cobre o transporte de substâncias que representam risco à saúde humana, ao meio ambiente ou à segurança pública, conforme definido pela tabela ONU de produtos perigosos e pela Resolução ANTT 5.232/2016.

O que inclui:

Exigências obrigatórias: o motorista deve ter o Curso MOPP (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos) válido; o veículo precisa de equipamentos de emergência específicos por classe; a rota deve ser aprovada pela ANTT; o CIOT deve indicar a classe de perigo; e em algumas rotas urbanas é exigida autorização municipal. Em julho de 2026: R$ 1,2396/km para 6+ eixos — 13% acima do Tipo B.

Categoria E — Carga Especial/Indivisível

A categoria E tem o piso mais alto da tabela ANTT e cobre o transporte de cargas que, por suas dimensões ou peso, não podem ser desmontadas ou divididas — e por isso exigem tratamento especial nas rodovias.

O que inclui:

Exigências obrigatórias: AET (Autorização Especial de Trânsito) emitida pelo DNIT; escolta (veículo auxiliar) em cargas acima de determinadas dimensões; aprovação prévia da rota pelo DNIT e pelas secretarias estaduais de transporte; em alguns casos, interdição temporária de vias e acompanhamento de equipe elétrica (para rotas sob fios de alta tensão). Em julho de 2026: R$ 1,4706/km para 6+ eixos — 26% acima do Tipo B.

"Transportar carga especial sem AET é uma das infrações mais graves — multas acima de R$ 5.000 mais apreensão do veículo e embargo da carga. Não existe atalho: a AET tem que ser obtida antes do início da viagem."

— Equipe RealFrete

Como identificar a categoria correta

Use este guia rápido para classificar qualquer carga que você for transportar:

Produto / Carga Categoria ANTT
Soja em grãoA
Milho em grãoA
Açúcar a granelA
Calcário agrícolaA
Farelo de sojaA
Alimentos embalados (caixas, paletes)B
Eletrônicos e eletrodomésticosB
Carnes e frango congeladosB
Materiais de construção (cerâmica, cimento embalado)B
Medicamentos (não controlados)B
Óleos vegetais a granelC
Diesel e gasolina (operação comum)C
Leite fluido a granelC
Suco de laranja a granelC
GLP (gás de cozinha)D
Ácido sulfúricoD
Explosivos industriaisD
Solventes inflamáveisD
Retroescavadeira e tratores pesadosE
Turbinas eólicasE
Transformadores elétricos pesadosE

Consequências de declarar a categoria errada

Declarar uma carga em categoria inferior à correta (por exemplo, declarar Tipo A para uma carga que é Tipo B) pode gerar:

Para calcular o piso correto com a categoria identificada, acesse: Calculadora ANTT do RealFrete. Para entender a fórmula de cálculo em detalhes, leia: Como Calcular Frete pelo Piso ANTT.

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Perguntas Frequentes sobre Tipos de Carga ANTT

São 5 tipos: A (granel sólido/vegetal — soja, milho, açúcar, calcário), B (carga geral e frigorificada — alimentos embalados, eletrônicos, carnes), C (granel líquido — combustíveis, óleos, leite), D (produtos perigosos — explosivos, gases, ácidos) e E (carga especial/indivisível — máquinas pesadas, turbinas, estruturas). Cada tipo tem um coeficiente por km diferente que define o piso mínimo de frete.
A categoria E (carga especial/indivisível) tem o piso mais alto: R$ 1,4706/km para 6+ eixos em 2026. Em segundo lugar vem a categoria D (produtos perigosos) com R$ 1,2396/km. As cargas especiais exigem AET, escolta e veículos de plataforma especializados, o que justifica o piso 26% acima da categoria B (referência).
Use o critério: granéis sólidos vegetais/minerais → A; qualquer carga em estado sólido embalado que não se enquadra nas demais → B; líquidos a granel → C; produtos perigosos pela tabela ONU → D; cargas indivisíveis pesadas com AET → E. O embarcador também costuma informar a categoria no momento de emitir o CIOT. Quando em dúvida, consulte a tabela de produtos no artigo.
Não. "Granel" sólido vegetal (soja, milho, açúcar) é Tipo A. Mas "granel" líquido (combustíveis, óleos, leite) é Tipo C. E alguns granéis sólidos podem ser Tipo D se classificados como perigosos (ex: fertilizantes nitrogenados concentrados, cal virgem). Sempre identifique o produto específico, não apenas o estado físico.

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