Principais Cargas que Saem do Paraguai para o Brasil
Commodities e produtos que geram demanda constante de transporte no sentido Paraguai → Brasil.
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Soja em Grão
Principal commodity paraguaia. Colheita de fev–abr gera pico de demanda. Saída pelo porto de Paranaguá (PR). Volumes: 20–30 t por carreta.
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Milho e Trigo
Segunda maior commodity. Colheita dez–fev e jun–ago. Destinos: armazéns de MT, PR e SP. Demanda constante durante o ano.
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Madeira e Derivados
Toras, compensados e produtos de madeira processada. Saída principalmente pelo MS e PR. Volume menor, frete mais alto por tonelada.
🧉
Erva-Mate
O Paraguai é grande produtor de erva-mate. Destino principal: RS e SC. Carga de alto valor, bom frete, demanda regular.
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Produtos Eletroeletrônicos
Ciudad del Este é polo de eletrônicos. Importações legalizadas com DI saem em volumes significativos para SP e RJ.
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Couros e Derivados
O Paraguai tem rebanho bovino expressivo. Couros e subprodutos são exportados regularmente para o Brasil (PR, RS, SP).
Preços de Frete de Retorno por Tipo de Veículo
Frete médio de mercado para carga de retorno Assunção–São Paulo (1.100 km) em 2025.
Veículo
Capacidade
Frete/km
Frete Total ASU→SP
vs. Ida
Toco
10–12 t
R$ 2,80–4,00/km
R$ 3.080–4.400
-20–25%
Truck
14–16 t
R$ 3,20–4,50/km
R$ 3.520–4.950
-20–25%
Carreta 3/4
26–30 t
R$ 3,50–5,00/km
R$ 3.850–5.500
-20–25%
Carreta LS
33–37 t
R$ 4,00–5,80/km
R$ 4.400–6.380
-20–25%
Graneleiro
35–40 t
R$ 3,80–5,50/km
R$ 4.180–6.050
Granel soja
💡 Dica de negociação: Caminhões graneleiros têm mais facilidade para conseguir retorno com soja do que baús. Se você operar com graneleiro, priorize contato com cerealistas e cooperativas de Hernandarias e Caaguazú antes de chegar na fronteira.
Perguntas Frequentes
Frete de retorno é a carga transportada no sentido Paraguai → Brasil pelo mesmo caminhão que fez a ida. Em vez de rodar vazio de volta, o motorista busca um embarque no Paraguai com destino ao Brasil. Isso aumenta o faturamento total e dilui os custos fixos entre dois fretes, melhorando significativamente o lucro da viagem.
As principais cargas: soja em grão (principal commodity, pico fev–abr), milho e trigo, erva-mate, madeira e derivados, couros e peles, e produtos eletroeletrônicos de Ciudad del Este (com DI de importação). A soja paraguaia representa os maiores volumes e tem saída constante pelos portos do Paraná.
O frete de retorno é tipicamente 20–30% mais barato que o frete de ida, pois há mais caminhões disponíveis na fronteira do que cargas. Para Assunção–SP (1.100 km), o retorno fica em torno de R$ 3.500–5.500 para carretas de 3/4 eixos. Ainda assim, a diferença de lucro vs. retorno vazio é enorme — veja a tabela acima.
Principais canais: plataformas FreteRapido, Cargoflash, TransPlace; contato direto com cerealistas e cooperativas em Hernandarias e Caaguazú; despachantes aduaneiros em CDE que intermediam fretes; empresas multinacionais de grãos (ADM, Cargill, Bunge) que operam no Paraguai; e grupos de WhatsApp de caminhoneiros da fronteira BR–PY.
São necessários: MIC/DTA (Manifesto Internacional do Mercosul), CRT (Conhecimento de Transporte Internacional), DI (Declaração de Importação do importador brasileiro), conhecimento de embarque do exportador paraguaio, RCTR-C (seguro) e, para produtos agropecuários, certificado fitossanitário do SENAVE paraguaio.
Depende do tempo de espera. Um dia parado custa ~R$ 450–750 (diária + alimentação + estadia). Se a espera for de até 2 dias para um frete de R$ 4.000+, geralmente vale. Use o Simulador para comparar o lucro de (ida + retorno carregado) vs. (ida + retorno vazio) com sua rota real.